Eu sempre estive aqui, sempre no mesmo lugar.
Observando os mesmos passos, as mesmas expressões.
As vezes vinha pra me desfazer dos meus pesadelos constantes.
Ali, o mundo se ajoelhava aos meus pés.
Podia enxergar tudo, ouvir tudo. Alguma espécie de líder.
As pessoas que ali trafegavam eram só meros mortais diante de mim,
tolos, sem percepção. Mentes vazias.
Eu as manipulava, meus próprios fantoches.
Agora eu era o estranho que invadira suas mentes.
Tinha formado o meu próprio desejo utópico.
Até que uma sirene alta tocou em meus ouvidos, me ensurdecendo.
Algum tipo de alucinação provisória.
Eu estava sob efeito de analgésicos, anestesiada em uma maca.
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