- Ei, traga-me o cardápio, por favor!
- Aqui está senhor.
Numa quinta feira à noite, a recepção não podia ser melhor: alternativas absurdas quentinhas. Vindas de um ser aparentemente superior então, tinha o gosto muito mais saboroso. Gosto de individualismo misturado com indiferença. Azedo. A ânsia de vômito era prevísivel.
- Já escolheu o que vai querer senhor?
- Você tem alguma sugestão?
A repressão chegou aos poucos. Primeiro uma porção de falsa preocupação, uma de oportunidade inviável, depois uma de argumentos estúpidos acompanhado por distorção de opiniões.
- Decidi o que vou pedir. Quero essa metralhadora, uma granada e uma pitada de atenção.
- Atenção com hipocrisia ou sem?
- Sem.
- Ok. Vou trazer.
A hipocrisia era tão evidente, chegava a ser constrangedora. Os princípios burocráticos eram tidos como solução, o aprendizado era só uma possível consequência. Os números eram os anfitriões, eles é que realmente importam.
- Algo mais?
- Vocês têm interesse coletivo aqui?
- No momento está em falta.
Tudo se desgastou. A comunicação foi falha. As contradições internas nos enfraqueciam. As ameaças surtiram efeito e os únicos prejudicados simplesmente se renderam, fecharam a boca e os olhos para os problemas, e ainda acusaram os que se pronunciavam.
- O que o senhor vai beber?
- Uma dose de problemas normais, por favor.
- Com alienação ou não?
- Com alienação e tudo que tenho direito.
Um porre só pra abstrair. Relaxar, refletir e não esquecer. Precisamos de resultados concretos. Amanhã é outro dia, "do the revolution, baby"
- Boa noite, volte sempre!
- Boa noite, com certeza vou voltar.
eita filha da putagem, hein
ResponderExcluirfoda demais.
ResponderExcluirTexto fodão!
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