28 fevereiro, 2010
Limite escolar
As vezes os textos que fazemos na escola são tão desprezíveis, não por erros gramaticais ou ortográficos, mas pela perda do seu real sentido. Há uma espécie de obrigação, que nem sempre é vantajosa (como no meu caso), é claro, que existem redações ótimas até porque algumas pessoas lidam bem com pressão, acho que é como um incentivo; mas toda essa burocracia como número de linhas, curto tempo e temas abrangentes demais, limitam e confundem um pouco. Entendo que é necessário, pois é isso que nos cobrarão mais tarde, mas acho que são completamente descartáveis no momento inicial. Já ouvi dizer que textos e poemas são como partos, demorados e dolorosos, portanto, acredito que textos escolares sejam como partos induzidos: o bebê nasce rápido, mas nem sempre saudável.
21 fevereiro, 2010
Cooperifa
Numa quarta feira qualquer a música nos recepcionou,
O companheirismo nos acolheu,
E toda aquela união e alegria nos encantou
Os problemas ficaram bem longe, talvez na primeira curva.
O prato principal eram as palavras
Palavras cantadas,
recitadas,
ditas,
sentidas.
Elas bailavam no ar, suprindo toda necessidade da alma.
As pessoas se expressavam com paixão e sinceridade
Falavam com olhos, mãos e boca.
Transmitiam mensagens revigorantes
De fato exteorizavam seu interior
Quem diria que numa quarta feira tão cinzenta
encontraríamos um vício tão colorido.
O companheirismo nos acolheu,
E toda aquela união e alegria nos encantou
Os problemas ficaram bem longe, talvez na primeira curva.
O prato principal eram as palavras
Palavras cantadas,
recitadas,
ditas,
sentidas.
Elas bailavam no ar, suprindo toda necessidade da alma.
As pessoas se expressavam com paixão e sinceridade
Falavam com olhos, mãos e boca.
Transmitiam mensagens revigorantes
De fato exteorizavam seu interior
Quem diria que numa quarta feira tão cinzenta
encontraríamos um vício tão colorido.
Aquela música
Um som desconcertante invadia seus fones de ouvido, a introdução era curta mas o bastante para reconhecer aquela música.O baixo e a bateria contagiavam com sua sincronia, e a guitarra surgia subitamente acompanhada de uma voz histérica; uma perfeita harmonia, mas não para ele.Aquela melodia lhe trazia angustia, não sabia ao certo o motivo, mas tinha sensações ruins quando a ouvia. Os quatro minutos de música duraram horas, ele não conseguia deixar de ouvir, parecia um vício mas ele não sentia prazer, então era mais como uma obrigação; uma obrigação sonora. A letra era extensa, contava uma história com mentiras, mudanças e decepção, enfim nada que justificasse sua aversão por tal melodia. Nunca soube o nome da música, mas sabia que ela era a única coisa que lhe corroía. Enquanto tentava sufocar sua raiva no travesseiro, os fones estavam fixos em seus ouvidos esperando que a musica acabasse.
19 fevereiro, 2010
Em sintonia
Zé caminhava sozinho a beira da estrada
Sentia o vento gélido que só a madrugada produzia percorrer-lhe a espinha
De qualquer forma isso o deixava extremamente feliz
A brisa em sua forma mais pura
Zé dizia que a madrugada era a parte mais bonita da vida
É quando o silencio domina a terra
Deixando transparecer toda sua verdadeira face
Como anjos a brincar. Ele dizia a sorrir.
Zé caminhava sozinho a beira da estrada
Contando segredos para a lua
- Na qual ele dizia ser eternamente apaixonado –
Rindo de piadas antigas.
Zé gostava de enxergar o mundo assim
Logo que adormecera.
As luzes das cidades vistas de longe parecem grandes vagalumes a marchar.
E nada se compara ao entrelaçar-se das nuvens as montanhas,
Que só acontece assim, na madrugada
Doce e infinita madrugada
Seus sons são melodias eternas para meus ouvidos
Causando-me sensações de alivio.
Zé sempre quisera adormecer mais uma vez
Enquanto isso admirava o sol que acabara de nascer
Apagando todos os seus vestígios de deleite.
Sentia o vento gélido que só a madrugada produzia percorrer-lhe a espinha
De qualquer forma isso o deixava extremamente feliz
A brisa em sua forma mais pura
Zé dizia que a madrugada era a parte mais bonita da vida
É quando o silencio domina a terra
Deixando transparecer toda sua verdadeira face
Como anjos a brincar. Ele dizia a sorrir.
Zé caminhava sozinho a beira da estrada
Contando segredos para a lua
- Na qual ele dizia ser eternamente apaixonado –
Rindo de piadas antigas.
Zé gostava de enxergar o mundo assim
Logo que adormecera.
As luzes das cidades vistas de longe parecem grandes vagalumes a marchar.
E nada se compara ao entrelaçar-se das nuvens as montanhas,
Que só acontece assim, na madrugada
Doce e infinita madrugada
Seus sons são melodias eternas para meus ouvidos
Causando-me sensações de alivio.
Zé sempre quisera adormecer mais uma vez
Enquanto isso admirava o sol que acabara de nascer
Apagando todos os seus vestígios de deleite.
16 fevereiro, 2010
Flores murcham
Ela o olhara de soslaio
ele escondia um sorriso.
Ele acariciava o seu rosto,
ela pensava em beijá-lo.
Ela entrelaçava sua perna na dele,
ele consentia calado.
Ele balbuciava palavras de amor,
ela ria de tudo.
Ela deslizava sua mão pelos seus cabelos,
ele a agarrava.
Ele pensava neles juntos,
ela dormia ao seu lado.
Ela o olhara nos olhos,
ele a olhara nos olhos.
A verdade lhes pareceu corroer.
ele escondia um sorriso.
Ele acariciava o seu rosto,
ela pensava em beijá-lo.
Ela entrelaçava sua perna na dele,
ele consentia calado.
Ele balbuciava palavras de amor,
ela ria de tudo.
Ela deslizava sua mão pelos seus cabelos,
ele a agarrava.
Ele pensava neles juntos,
ela dormia ao seu lado.
Ela o olhara nos olhos,
ele a olhara nos olhos.
A verdade lhes pareceu corroer.
10 fevereiro, 2010
I need more time just to make things right
O som que a brisa traz já é desconcertante,
Parece não ter a mesma sinfonia.
A noite passada sonhava com nós dois, juntos.
Agora isso tudo parece ridículo.
Mais um estranho a te olhar em um quarto escuro,
Com pensamentos tão impuros que parecem lhe ferir.
O teu cheiro continua a impregnar minhas vestes
Pareço enlouquecer.
Ainda o vejo quando fecho os olhos.
E tudo isso parece um grande absurdo para o meu ego.
Sentimentos forjados. Desnecessários. Vagos.
Então talvez você realmente seja o meu passatempo preferido.
Parece não ter a mesma sinfonia.
A noite passada sonhava com nós dois, juntos.
Agora isso tudo parece ridículo.
Mais um estranho a te olhar em um quarto escuro,
Com pensamentos tão impuros que parecem lhe ferir.
O teu cheiro continua a impregnar minhas vestes
Pareço enlouquecer.
Ainda o vejo quando fecho os olhos.
E tudo isso parece um grande absurdo para o meu ego.
Sentimentos forjados. Desnecessários. Vagos.
Então talvez você realmente seja o meu passatempo preferido.
06 fevereiro, 2010
Paranóia programada
Quatro paredes brancas o cercavam. O clima estava assustadoramente calmo e a luz fraca apontando para a maca centralizada contribuía para isso. Dois indivíduos entraram no local, suas vozes eram como murmúrios, as palavras eram inaudíveis, mas continham um tom maquiavélico. Estava deitado na maca, olhava para o teto tentando se concentrar, mas o som do bisturi era desagradável. Mantinha as mãos entrelaçadas sobre a barriga, e mordia o lábio inferior para conter sua angustia. Um dos indivíduos se aproximou com a seringa, segurou sua cabeça, e logo não sentiu mais nada, estava sob efeito da anestesia. Privado de um dos sentidos, ele ficou apavorado; tentava olhar a seu redor, mas não conseguia, sua vista estava embaçada; quando tentou limpar seus olhos sentiu o cheiro de sangue e o viu escorrendo pelos dedos. Começou a gritar por socorro e então o outro indivíduo apertou seu braço aplicando um tranqulizante. Não sentiu mais nada, a inconsciência o vencera. Uma hora depois ele acorda sozinho, levanta-se confuso e então uma mulher bate na porta; percebendo que não tinha a visto antes, pergunta curioso:
- O que aconteceu comigo?
- Tentaram arrancar sua sanidade, mas não conseguiram. Você não cedeu. – respondeu a mulher friamente
Atordoado com aquela explicação, não ousou questionar mais nada. Saiu rapidamente do local e enquanto tentava assimilar o que havia acontecido, ele ouvia a mulher gritar:
- Próximo!
- O que aconteceu comigo?
- Tentaram arrancar sua sanidade, mas não conseguiram. Você não cedeu. – respondeu a mulher friamente
Atordoado com aquela explicação, não ousou questionar mais nada. Saiu rapidamente do local e enquanto tentava assimilar o que havia acontecido, ele ouvia a mulher gritar:
- Próximo!
04 fevereiro, 2010
It's terrible life
A porta está se abrindo, precisamos de sorte.
Estamos a alguns passos daquele mundo. Aquele que sempre esteve tão longe, mas que agora se aproxima rapidamente. Um mundo muito bem explorado, mas só na teoria; agora nos resta a prática, entraremos definitivamente nessa rotina desgastante. Conheceremos o auge da falsidade e ganância, pessoas egoístas, hipócritas e competitivas; porcos capitalistas em grande escala. Seremos julgados por erros e nossos acertos serão apenas obrigação. Pensamentos pessimistas cercam minha mente. A vida escolar foi só uma preparação para esse novo mundo. A “independência” será conquistada e a identidade perdida. Não há como voltar.
A porta está se abrindo e ninguém irá nos desejar boa sorte, aliás, acho que nem ela nos ajudará.
Preparadas ou não, aqui vamos nós!
Estamos a alguns passos daquele mundo. Aquele que sempre esteve tão longe, mas que agora se aproxima rapidamente. Um mundo muito bem explorado, mas só na teoria; agora nos resta a prática, entraremos definitivamente nessa rotina desgastante. Conheceremos o auge da falsidade e ganância, pessoas egoístas, hipócritas e competitivas; porcos capitalistas em grande escala. Seremos julgados por erros e nossos acertos serão apenas obrigação. Pensamentos pessimistas cercam minha mente. A vida escolar foi só uma preparação para esse novo mundo. A “independência” será conquistada e a identidade perdida. Não há como voltar.
A porta está se abrindo e ninguém irá nos desejar boa sorte, aliás, acho que nem ela nos ajudará.
Preparadas ou não, aqui vamos nós!
Memória de papel
Arrumando gavetas
Encontrei minha vida em papéis
Rasgados,
Sujos,
Amassados,
Histórias inesquecíveis, emoções incomparáveis
Papéis tão velhos, com a tinta tão viva
As lembranças estavam claras em minha mente
Arrumando gavetas
Escolhi lembranças
Vagas,
Recentes,
Relativas,
Joguei – as fora, sem culpa,
Sem remorso
Arrumando gavetas
Senti um vazio
Achei pedaços, restos
Histórias que pareciam inexistir
Não posso montar meu quebra cabeça
As peças sumiram
Separei lembranças e tentei resgatá-las
Em vão
Arrumando gavetas
Confundi minha vida
Encontrei minha vida em papéis
Rasgados,
Sujos,
Amassados,
Histórias inesquecíveis, emoções incomparáveis
Papéis tão velhos, com a tinta tão viva
As lembranças estavam claras em minha mente
Arrumando gavetas
Escolhi lembranças
Vagas,
Recentes,
Relativas,
Joguei – as fora, sem culpa,
Sem remorso
Arrumando gavetas
Senti um vazio
Achei pedaços, restos
Histórias que pareciam inexistir
Não posso montar meu quebra cabeça
As peças sumiram
Separei lembranças e tentei resgatá-las
Em vão
Arrumando gavetas
Confundi minha vida
03 fevereiro, 2010
Primeiros rabiscos
Crianças desenham com extrema originalidade,o traço firme e inocente esboça de modo criativo tudo ao seu redor. Atingem involuntariamente o mais puro sentido de desenhar. Rabiscos podem ser tudo e formas só obrigação. Os membros da família, os amigos, um pássaro, um prédio, o contorno das mão, tudo de um jeito único. As cores surpreendem, grama vermelha, pessoas verdes, árvores azuis; enfim a realidade como se sente e não como se vê. Crianças possuem uma imaginação incomparável, limpa e inusitada; até que os anos se passam e as técnicas substituem a espontaneidade.
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