Eu nasci em um mundo suspeito
Onde cor valia mais que respeito
Até a policia chegar e fazer do seu jeito
Sem falar nos direitos
Disseram que nunca seria aceito
Caminhando por um beco estreito
Construindo o meu conceito
Via-me satisfeito
Tirando qualquer proveito
Até me chamarem de ladrão
Dizer que eu sou cuzão
Que nunca faria parte do povão
Sobrava-me indignação
Tiraram o meu ganha pão
Jogaram o meu nome no chão
Cuspiram humilhação
Dizendo que NEGRO de nada vale não.
Mais sigo em frente
Porque também sou gente
Um componente
De mente ciente
Continuo competente
Nada que me torne diferente
Essa escoria deprimente
Deixa tudo mais evidente
Minha raça descendente
Mostra-se de forma benevolente
Toda a minha reluzente
Energia incandescente
De se sentir LIVRE!
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