Seu status era de inconsciência.
O prontuário dizia que havia entrado em coma.
Foi jogada em uma sala qualquer, completamente sozinha.
A luz que mal se mantinha acessa; piscava,
dando um ar ainda pior ao ambiente, que cheirava a desespero e analgésicos.
Seu status era de inconsciência.
Fora encontrada desmaiada dentre copos de wisky barato e fotografias antigas.
Seu corpo estirado no chão da sala demonstrava toda a sua vulnerabilidade.
E aquela expressão...
Seu status era de inconsciência.
Voltava para casa em estado de declínio mental.
Em sua face escorriam lágrimas negras.
Carregava algumas decepções, derramando algumas tragédias a mais.
Cheirava a bebida e a negações; expectativas mal sucedidas.
Acabara deixando cair uma antiga fotografia,
que continha uma inscrição meio borrada que dizia:
“Eu não consigo mais fingir, me desculpe”.
Seu status era de inconsciência...
A maquina agora fazia um só barulho que se tornara constante.
Seu coração havia parado.
Nenhum comentário:
Postar um comentário