Aquela noite não fora nada fácil a Mary, que horas atrás discutia com John, seu namorado. Discutiam sobre o fato de Mary estar grávida. Aquilo tudo nunca fora planejado pelo casal, e logo isso se tornara uma péssima idéia. Eles não estavam preparados para ter um filho, às vezes mal se viam. Era um fardo muito grande, muita responsabilidade para os dois. Após muita gritaria o silencio dominou a sala, ambos agora se olhavam. John sabia que Mary não poderia ter aquele filho sozinha, ela não conseguiria, também sabia que não conseguiria manter uma família, não agora. John abaixou a cabeça fazendo sinal de negação, ergueu os olhos na direção de Mary, observou-a por um tempo com um olhar intimidador, indeciso. Ele havia achado uma saída, uma que sua mente não poderia aceitar, mas que seria o único jeito de “consertar” as coisas. Mary ansiando reposta, logo bradou:
- John... Diga-me, o que faremos agora?
John vendo se sem saída, logo disse a solução num tom firme e rápido:
- Aborto. É, isso... Você abortará. Eu arranjarei tudo, não se preocupe amor.
Seus olhos agora inundavam se. Mary nunca fora a favor do aborto, achava isso cruel, desumano. Tentou relutar, gritou aos montes. Sentia-se fraca. Aquilo era um caos. Ajoelhou-se e chorou como jamais havia feito antes, John logo a abraçou acariciando os seus cabelos, e a envolvendo em seus braços fortes ele sussurrou em seu ouvido:
- Nós ficaremos bem, tudo vai dar certo.
Deu um beijo em sua testa, pegou o casaco em cima do sofá e saiu. Mary ficou ali, apenas tentando entender o que acontecera minutos atrás. Ela não queria aceitar o aborto, mas não deixava de pensar que era uma boa opção. Afinal ela sabia que ter esse filho agora só a afundaria, ela não teria como supri-los. Seu salário era à conta das despesas, mal dava para ela manter se. Sabia que John sempre fora um covarde, e que jamais a ajudaria.
John finalmente voltara, estava ofegante sem nada em mãos. Ele havia decidido ter o filho, percebeu que poderia tentar arriscar constituir uma família, e que faria o possível para que conseguissem viver bem. Todo aquele sentimento de culpa o matava por dentro. Quando John adentra o apartamento de Mary depara se com a imagem de sua namorada pendurada ao ventilador. John fica estupefato, seus olhos tentam não acreditar no que vê. Seu coração acelera de forma assustadora. Seus olhos lotavam-se de lágrimas e logo caiu aos prantos.
Seus pés não tocavam mais o chão, seu pescoço sangrava. Seu corpo ainda estava quente, mais seu coração havia parado há poucos minutos. Mary havia se suicidado.
o final foi meio direto, mas eu gostei...
ResponderExcluir"...empurrar um cabide de ferro retorcido até o útero, tendo uma hemorragia interna brutal...". Só os cérebros sangrando pra escrever né...rsrs