Já estávamos cheias. Aquela situação já se perdurava por tempo demais, aliás por nossa vida acadêmica inteira.
Numa quinta-feira normal como todas as outras, todos se concentravam em sua própria futilidade. E então ela entrou, despercebida, tentando ocupar seu lugar naquela hierarquia, mas nada conseguiu, acabou exalando todas suas frustrações. Seguiu a aula com gritos, ameaças e pedidos de atenção; porém uma proposta súbita chamou a atenção da burocracia.Ela lhes oferecia nota em troca de autoridade. Enquanto isso, assistíamos a toda aquela situação incrédulas. Éramos o polígono oco da cena.
Já estávamos cheias. Aquela situação já se perdurava por tempo bastante. Toda aquela satisfação pré moldada era o ápice do comodismo crônico e hereditário.
Dentre todo aquele trânsito de cadernos, nos tornamos espectadores, decidindo virar a esquerda. Nossa atitude lhes pareceu sem sentido, mas silenciosamente gritávamos para seus egos inatingíveis:
- Sem sentido é afirmar que sua cópia vale mais que o nosso conhecimento.
Dentre todo aquele distúrbio mental a única frase que nos calou foi:
- Vai explicar?
- Não, vou passar a resposta de vermelho!
fod'z³
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