19 julho, 2012

Degradê

Costumava ser azul,
Em três tons regulares
Completavam-se por suas diferenças.
A vividez que excedia em um
Era a suavidade que excedia noutro
O brilho, por sua vez, era qualidade nata
Comum a todos
Os demais tons combinavam
Misturavam-se rapidamente
Ora escuros, ora claros
Sempre novos
Mas somente juntos, os três tons, traziam harmonia

Estavam longe do ideal
Distantes à perfeição
Mas próximos à tranquilidade
Alcançando sutilmente o conforto

A singularidade dos três tons permanecia azul,
como de costume.

18 julho, 2012

Hey You

O castanho dos seus olhos sempre me conforta. O formato de seus lábios e seus sorrisos me apaixonam a todo instante. O tal "morrer de saudade" faz um grande sentido agora; como é possível um dia perdurar tanto tempo? A distância tráz um certo vazio, uma sensação de dor que o seu corpo não poderá suprir, mas sua mente sim. Eu posso te ver ao fechar os olhos, e quase por um segundo, esboço um sorriso.

E o meu coração? Você pode ouvi-lo? Como consegue acelerá-lo tanto? Saiba que você é o único que o faz! Acho que, de alguma forma, sempre estivemos juntos. O som da sua voz, cantando ou falando, sempre me conforta. Seus toques, beijos e abraços me apaixonam a todo instante.

"Together we stand, divided we fall"

16 julho, 2012

Let it be

Começar, desenvolver e terminar
É simples, não?
Vivemos de ciclos
Curtos, médios, longos
Vivemos
Vivemos e sobrevivemos a eles

A tal mudança sempre acontece
A constante reinvenção humana é natural
Adaptar-se, desacostumar-se
E por fim, começar novamente

Quão diferentes saímos dessa experiência?
Quantos sentimentos deixamos para trás?
Somos maleáveis, emocionais e humanos
Toda vivencia torna-se uma característica pessoal
Assim como os ciclos, você nasce e morre
Uma parte de você se esvai para que uma nova surja

Sempre haverá términos
E sempre haverá começos
Mas, por enquanto, não pense nisso!