16 outubro, 2012

[...] o gosto de paz e euforia era único, entreolhavam-se por um longo instante, pareciam pedir timidamente para que o tempo não se apressasse como de costume. Eles haviam acabado de se afastar, mas a distância já era tangível. um vazio se fazia presente e um aperto no coração tornava-se comum [...]

04 outubro, 2012

Outubro, eleições e estereótipos

- Como estão os candidatos?
- Quem é o melhor?

É o homem do povo plantando laranjas
Ou é o homem novo com o partido velho?
É o homem de história sem moral no desfecho
Ou é homem que vai unir a todos?

É o homem das passagens baixas e intenções de voto menores ainda
ou é o homem que defende os trabalhadores, mas mal tem argumentos?
É o homem que vai mudar a educação, mas não tem possibilidade de ganhar,
ou ainda, é a mulher que debate o meio ambiente e anda de bicicleta?

Outubro, eleições e estereótipos
É inevitável
Informe-se!

S.P

Sempre Político
Sempre Prometendo
Sempre Piorando
Sem Perspectiva

Seu Público
Sem Privilégios
Sempre Palhaços
Sem Porques
Somente Partidos

Sagrado Patrimônio
Sempre Privado
Sempre Poucos
Satisfação Própria

Santa Propaganda
Sérias Propostas
Sobram Pesquisas
Sobram Partidos

Será Progresso?
Será Piada?
Seja Paciente
São Paulo

28 setembro, 2012

One more hug

Mais uma vez
Entrelaçavam-se
O calor percorria seus corpos
Num terno silencio, a respiração confortava
Os corações ritmados na mesma frequencia, quase como se fossem um só
E sem nenhuma troca de olhares, a vivacidade existia


"...dentro de um abraço voz nenhuma se faz necessária, está tudo dito"

Martha Medeiros

13 agosto, 2012

Casa de Palha

Neve na sala
Música no quarto
Bolo na cozinha
E o outro na janela

Trabalhos na mesa
Água na taça
Meninos no quadrado
E os pirulitos na lixeira

Página de fotos
Chuva no portão
Boneca na janela
E um cachorro na saída

Histórias no elevador
Utopias pela escada
Risos num orelhão
E palavras jogadas

Lembranças pelo tempo
Lembranças em mim
Uma memória falha
E já não sei, "só sei que foi assim"

19 julho, 2012

Degradê

Costumava ser azul,
Em três tons regulares
Completavam-se por suas diferenças.
A vividez que excedia em um
Era a suavidade que excedia noutro
O brilho, por sua vez, era qualidade nata
Comum a todos
Os demais tons combinavam
Misturavam-se rapidamente
Ora escuros, ora claros
Sempre novos
Mas somente juntos, os três tons, traziam harmonia

Estavam longe do ideal
Distantes à perfeição
Mas próximos à tranquilidade
Alcançando sutilmente o conforto

A singularidade dos três tons permanecia azul,
como de costume.

18 julho, 2012

Hey You

O castanho dos seus olhos sempre me conforta. O formato de seus lábios e seus sorrisos me apaixonam a todo instante. O tal "morrer de saudade" faz um grande sentido agora; como é possível um dia perdurar tanto tempo? A distância tráz um certo vazio, uma sensação de dor que o seu corpo não poderá suprir, mas sua mente sim. Eu posso te ver ao fechar os olhos, e quase por um segundo, esboço um sorriso.

E o meu coração? Você pode ouvi-lo? Como consegue acelerá-lo tanto? Saiba que você é o único que o faz! Acho que, de alguma forma, sempre estivemos juntos. O som da sua voz, cantando ou falando, sempre me conforta. Seus toques, beijos e abraços me apaixonam a todo instante.

"Together we stand, divided we fall"

16 julho, 2012

Let it be

Começar, desenvolver e terminar
É simples, não?
Vivemos de ciclos
Curtos, médios, longos
Vivemos
Vivemos e sobrevivemos a eles

A tal mudança sempre acontece
A constante reinvenção humana é natural
Adaptar-se, desacostumar-se
E por fim, começar novamente

Quão diferentes saímos dessa experiência?
Quantos sentimentos deixamos para trás?
Somos maleáveis, emocionais e humanos
Toda vivencia torna-se uma característica pessoal
Assim como os ciclos, você nasce e morre
Uma parte de você se esvai para que uma nova surja

Sempre haverá términos
E sempre haverá começos
Mas, por enquanto, não pense nisso!

27 maio, 2012

O tempo e as lágrimas

Tentava permanecer contida,
seu esforço era evidente,
mas seus olhos sempre a traiam,
as lágrimas começavam a escorrer por seu rosto,
incontroláveis.

Assistir aquela cena era corrosivo
Meu coração comprimia-se aos poucos
A incapacidade de fazer algo trazia angustia,
incômodo

Gostaria de ajudá-la, dexa-la tranquila,
mas aquele não era o momento.
Aquele era o momento das lágrimas caírem
Caírem ao máximo
E por fim secarem, naturalmente,
involuntário.

E enquanto elas não secassem, os abraços tentavam silenciar a dor.

"Lágrima é dor derretida
Dor endurecida é tumor"
Viviane Mosé

21 março, 2012

Frágil incompreensão

Compre,
Faça,
Procure,
Roube um cálice.
de Cristal
delicado e encantador.
Estime uma data para quebrá-lo
Mas antes,
torne-o parte da sua vida, compartilhe-o
Depois,
Descumpra o prazo determinado
Rompa-o antes do esperado
Como se sente?
Agradável?
Indiferente?
Se houver afirmação,
Nunca serás o cálice.

25 fevereiro, 2012

Just like a song

Particularidades,
estranhezas
Manias,
defeitos
Apenas fluindo
Fluindo como uma canção
Aquela canção em que a bateria não se alinha a guitarra
O baixo não é silenciado pela bateria
E os instrumentos de sopro simplesmente aparecem, sem avisos
E mesmo com essa desordem aparente, você não se cansa de ouvir.

Olhos, conversas
Risos, boca
Ironias
Coincidências
Apenas fluindo