20 agosto, 2010

Paro e penso: porque?

E se a história fosse outra?
Ainda seriamos sombras da evolução?
E os verdadeiros méritos?
E os nossos atos que ganharam novos titulares?
Estaria a história invertendo os papeis?
Quem mudará essa realidade se todos querem ver seus nomes no alto da coluna social?
Quem somos nós se a verdade é um disfarce?
Seriamos capazes de construir a verdade se ela nos cai como grandes devaneios?
Aliás, não seria preciso uma revolução na história, para que assim houvesse uma construção da verdade?
A lógica está errada.

16 agosto, 2010

Enfermo contínuo

Num cubículo imundo, o clima era gélido e as pessoas mais ainda:
- Há quanto tempo você descobriu a doença?
- 3 anos
- E por que só agora procura tratamento?
- É porque só agora tenho dificuldades para respirar.

Os corpos estavam rígidos e os olhos atentos. O silêncio começava a ficar constrangedor:
- Vou receitar um medicamento para você tomar durante 6 meses, ok?
- Não existe nada eficaz a curto prazo?
- Por enquanto, não.
- E se eu não suportar?
- "Não suportar" não é uma opção.

Enquanto todos se entreolhavam, o rangido da porta dissolvia o silêncio e começava uma nova melodia.

Regresso

[...] as lágrimas permaneciam estagnadas em seu olhar, desde que ela partira um novo vazio preenchia sua vida. O tempo insistia em não passar. A saudade crescia descontroladamente. Sua máscara de despreocupação começava a derreter, a ansiedade era rotineira, até que ela voltara. Aquele sorriso contagiante e olhar confortador fizeram com que as lágrimas finalmente escorressem. Surpresas, histórias e lembranças. Depois de um longo abraço o vazio inexistia.