Sentou, pediu uma dose de caipirinha com gelo e acrescentou ao dono do bar:
- É fato sabido... As coisas tendem a mudança.
O dono do bar, acostumado às filosofias de outros bêbados, que outrora havia passado por ali, meneava a cabeça como gesto de concordância, dando vazão a todo o desabafo.
- A adaptação é inevitável, mais não digerível (...).
Pegando o drink, fez uma breve pausa, deixou seu olhar se perder no ambiente. Bebeu e continuou com ar de desgosto:
- Vão aos montes, rasgando as suas vísceras.
(...)
- Algo pra justificar a tensão.
A essa altura o dono do bar já havia ido atender outros clientes que acabara de adentrar o bar. Com um semblante estagnado, ele continuara:
- E as memórias são conseqüências ludibrias. Soníferos para dormir.
- Fotos antigas de um passado de meias verdades.
Pareceu segurar o choro que lhe incomodava a garganta. Fez silêncio, observou o ambiente. Percebera agora que o dono do bar já não o ouvia mais.
(...)
- Mais uma dose, por favor!
11 julho, 2010
08 julho, 2010
Otherside
A infelicidade que escorre por minhas vísceras,
Que embebedece minhas prosas
E causa-me sensações de inquietação,
São amarguras clandestinas
De um amor sem sentido.
E este vazio que adentra minhas pálpebras
Mostrando-me uma realidade vil,
É o mais perto de você que eu conseguirei chegar.
Que embebedece minhas prosas
E causa-me sensações de inquietação,
São amarguras clandestinas
De um amor sem sentido.
E este vazio que adentra minhas pálpebras
Mostrando-me uma realidade vil,
É o mais perto de você que eu conseguirei chegar.
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